segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A SAMBAMBAIA E O BAMBU

Certo dia decidi dar-me por vencido.

Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, un pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A melhor idade do amor

Sábado, dez horas e vinte e um minutos da manhã. Chuva insistente de outono. Um casal adentra uma panificadora para tomar café.
Dois cafés com leite e três pães de queijo, por favor.
Ela parece um pouco agitada. Não tira os olhos dele. Ele parece tranquilo, dessas pessoas que já conseguem viver num tempo um pouco mais lento do que o do relógio.
A diferença de idade é gritante. Não mais de quarenta, ela. Próximo aos oitenta, ele.
Ele olha para fora pela janela entreaberta.
Ela sorri, carinhosa.
Todos os seus filhos nasceram aqui nesta cidade?
Ele pensa um pouco... - Sim, todas elas... Três filhas.
E você? Onde nasceu? – Volta a inquirir a mulher.
Eu não sou daqui. Nasci no interior... Longe da cidade.
E o que você lembra de lá?
Ah... Muitas coisas... – Responde ele, com leve sorriso.
Então, silencia. Parece fazer algum esforço para recordar de algo especial, mas logo desiste. Volta a olhar para fora, procurando a chuva fina.
Sabe... Acho que tive uma vida feliz...
Ela permanece interessada. Um interesse de primeiro encontro. Observa os cabelos brancos dele, a tez um pouco castigada, os olhos azuis.
Respira fundo. Alguém poderia dizer que é o respirar de quem está apaixonado.
Você só casou uma vez? – Pergunta ela, com certo embaraço na voz.
Sim. Tereza. Mãe de minhas meninas. Que Deus a tenha.
Ela fica um pouco emocionada e constrangida, repentinamente. Esboça um sorriso para disfarçar. Olha para a mesa. Ainda resta um pão.
Pode comer. Já estou satisfeita.
Almoçamos juntos amanhã? – Pergunta ele, ansioso por ouvir um sim.
Sim... Claro que sim. É dia de almoçarmos juntos. Você sabe que gosto muito de estar com você, de ouvir suas histórias...
Estou um pouco esquecido hoje, eu acho. Contei pouco...
Não tem problema. – Diz ela, carinhosa. - Tem dias que a gente está com a memória mais fraca mesmo.
Doutor Maurício disse que é importante ficar puxando as coisas da memória sempre. Ele diz que é como um exercício físico que fazemos para não “enferrujar”. – Conclui ele.
É verdade... – Ela suspira. – Precisamos cuidar da memória...
Novamente um longo silêncio entre os dois.
Ele volta a vislumbrar o exterior, contemplativo.
Ela nota seu rosto em detalhes, ternamente.
Fecha os olhos, por um instante, como se fizesse uma breve oração, uma rogativa sincera a uma Força Maior.
Volta a abri-los, vagarosamente, e então pergunta:
Pai... Pai... Posso pedir a conta?
Ele acena positivamente. A conta chega. Ela se levanta primeiro, vai em direção a ele, envolve-o num abraço e o ajuda a levantar.
Aquela era a rotina de todo sábado, às dez horas e vinte e um minutos da manhã, nos últimos dez meses.
*   *   *
Foram nossos genitores que nos proporcionaram um corpo, abençoado instrumento de trabalho para o nosso progresso, bem como um lar.
Pensando em tudo isso, louve aos seus pais. Cuide deles, agora quando estão velhos, alquebrados, frágeis ou doentes.
Faça o possível para não os atirar nos tristes quartinhos dos fundos da casa, aonde ninguém vai. Não se furte à alegria de apresentá-los aos seus amigos e às suas visitas;
Ouça o que eles tenham a dizer. Quando estejam em condições para isso, leve-os para as refeições à mesa com você. Retribua, assim, uma parcela pequena do muito recebido por seus genitores anos atrás.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 7,
 do livro Ações corajosas para viver em paz

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E tudo parecia tão seguro...

Corria o ano de 1912. O Titanic preparava-se para a sua viagem inaugural.
Construído com a melhor tecnologia da época, o navio foi apresentado ao público como a obra-prima das mãos humanas, capaz de resistir às maiores tempestades. "Nada  poderá afundá-lo", anunciavam as manchetes dos principais jornais.
No dia previsto para zarpar, o cais transformou-se em festa. Ouvia-se aqui e ali o burburinho das despedidas. Maridos beijavam as esposas, filhos abraçavam os pais. E famílias inteiras embarcavam, aguardando a hora da partida.
O momento chegara. O navio afastou-se lentamente do cais, enquanto os passageiros acenavam para os parentes que ficaram em terra. O clima era de segurança a toda prova. A tripulação inspirava tranqüilidade. Ninguém jamais imaginaria o pior.
Cinco dias depois veio a tragédia.
O navio chocou-se com um iceberg, as águas invadiram os porões, e aquele imenso transatlântico, indestrutível aos olhos dos homens, não foi capaz de resistir à força das águas.
Enquanto a orquestra tocava, o Titanic submergia lentamente, levando consigo centenas de passageiros.
Esta é uma história que se repete todos os dias, na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sonhos evaporam-se da noite para o dia, expectativas são desfeitas da mesma forma como se destroem castelos construídos na areia. O desespero toma conta dos corações decepcionados.
Aquela personalidade forte que parecia invulnerável, suficiente em si mesma, não consegue suportar os ventos do casamento destruído, dos filhos envolvidos com drogas, do emprego perdido após tantos anos de extrema dedicação, e acaba descendo ao fundo do poço, onde não vê nenhuma saída. O "Titanic" se desmorona entre esperanças mal resolvidas.
No entanto, há um lugar onde o ser humano pode abrigar-se, com a certeza de estar plenamente seguro para singrar as águas do mar desta vida. Não é uma embarcação construída por mãos humanas e falíveis, mas a provisão que Deus ofereceu à humanidade mediante a Jesus Cristo, esconderijo perfeito para quem deseja proteger-se contra os vendavais deste mundo.
A Bíblia diz: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará" (Salmos 91.1). Em outra passagem, Cristo afirmou: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). O Titanic afundou nas águas gélidas do Atlântico Norte. Seus escombros permanecem ali até hoje. Mas os que aceitam a Cristo como Salvador não serão destruídos pelos icebergs da vida, mas chegarão a salvo ao porto celestial.
Por isso, entregue sua vida nas mãos de Jesus Cristo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Simplesmente o Amor pelo irmão....

Éramos a única família no restaurante com uma criança.
Eu coloquei Daniel numa cadeira para crianças e notei que todos estavam tranqüilos,  comendo e conversando.
De repente, Daniel gritou animado, dizendo: 'Olá, amigo!', batendo na mesa com suas mãozinhas gordas.
Seus olhos estavam bem abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes.
Com muita satisfação, ele ria, se retorcendo.
Eu olhei em volta e vi a razão de seu contentamento.
Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros, sujo, engordurado e rasgado.
Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam através do que foram, um dia, os sapatos.
Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo.
Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa.
Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal.
Suas mãos começaram a se mexer para saudar.
'Olá, neném. Como está você?', disse o homem a Daniel.
Minha esposa e eu nos olhamos: 'Que faremos?'.
Daniel continuou rindo e respondeu, 'Olá, olá,amigo'.
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.
O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho.
Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê.
Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático.
Obviamente, ele estava bêbado.
Minha esposa e eu estávamos envergonhados.
Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices.
Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta.
Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento. 
O velho se encontrava muito perto da porta de saída.
'Deus meu, ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel', disse orando, enquanto caminhava perto do homem..
Estufei um pouco o peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco do ar que ele pudesse estar exalando.
Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de 'carrega-me'.
Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem.
Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor.
Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.
O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face.
Suas velhas e maltratadas mãos, cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro, suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel.
Nunca dois seres havia se amado tão profundamente em tão pouco tempo.
Eu me detive aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura:
'Cuide deste menino'.
De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: 'Assim o farei'.
Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse:
'Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso'.
Não pude dizer mais que um entrecortado 'obrigado'.
Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro.
Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo:
'Deus meu, Deus meu, me perdoe'.
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja.
Eu fui um cristão cego  carregando  um menino que não o era. 
Eu senti que Deus estava me perguntando:
'Estás disposto a dividir seu filho por um momento?', quando Ele compartilhou Seu Filho por toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou:
Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um menino, não entrará nele.' (Lucas 18:17).
 Fato verídico..

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Oração pela Paz Mundial.

Senhor da paz, ensina-nos  o sentido da paz.
Nosso olhar estreito ainda acredita na paz como sinônimo de tranqüilidade, de sossego, de isolamento.
E teu Filho, o príncipe da paz, quando falou de paz, ensinou um dinamismo de vida que exige justiça, verdade, dignidade, solidariedade, quando não profetismo, denúncia, entrega.
A tua paz, Senhor, não nos deixa quietos, parados, omissos...
A tua paz, Senhor, preenche a lacuna dos dias de rotina, atravessa as fronteiras hostis, bate à porta dos esquecidos, desinstala o poder e os iludidos pelo poder.
A tua paz, Senhor, grita nos altos cumes e nos desertos, também nas metrópoles, nos campos de refugiados, nas trincheiras que não envelhecem, nos morros, em toda parte, em todos os cantos.
A tua paz, Senhor, é referência e promessa, é esperança, porvir, mas também presença, consolo, conforto.
Senhor dá-nos a tua paz, fazendo de nós filhos da paz, gente paz, defensores da paz. Entre nós e no mundo.
Por Cristo Jesus, teu Filho e doador de toda paz.

Amém.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ORAR SEMPRE FAZ BEM!

Gostaria de dizer que sou muito grato por ter você em minha vida.
Minha oração é para que você tenha um dia abençoado.
Ore acreditando que DEUS responderá. 
Que hoje se realize tudo o que você quer.
Que a paz de DEUS e o frescor do ESPÍRITO SANTO estejam em seus pensamentos, domine a noite em seus sonhos e seja sobre todos os seus medos.

Que JESUS se manifeste de uma maneira jamais experimentada por você.
Que seus desejos sejam atendidos, inclusive seus sonhos mais íntimos e suas orações sejam respondidas.
Minha oração é para que você tenha FÉ. Minha oração é para que seus espaços sejam aumentados, minha oração é pela paz, cura, saúde, felicidade, prosperidade, alegria e um verdadeiro e eterno amor a DEUS.

 
Amém !